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A voracidade do entretenimento de consumo.

Quinta-feira, 11.08.05
O consumo voraz de tudo o que a rodeia começa-se a tornar o traço geral de uma sociedade dita "evoluída". Cada vez mais o consumo exacerbado de tudo leva a que, em nome do entretenimento, tudo seja aproveitado e incluído na sociedade, sem que façamos uma opinião a não ser: "Estou entretido a ver isto."
A cultura do lazer e do prazer cada vez mais é-nos incutida sem que nos preocupemos com o prazer da criação ou o lazer de exercer alguma actividade construtiva. O entretinimento e o ócio tornam-se substitutos do prazer e do lazer.
Da mesma forma é incutida a individualidade sem que nos preocupemos em inserir essa individualidade na sociedade (por excesso), ou cria-se a individualidade "fantasma" em que se mina a individualidade em deterimento do grupo cada vez mais homogénio e indiferenciado.
Em nome do entretenimento assiste-se a atrocidades sem que sejam explicadas e ensinadas as implicações que tais atrocidades têm no nosso quotidiano ou na nossa evolução como humanos.
Nesta voracidade consumista começa-se a dar valor a uma cultura mosaico baseada num senso comum erróneo e onde aquele que consegue mais seguidores no seu juízo errado se encontra correcto. Dá-se importância a idéias que se baseam em falásias apregoadas em distorções de verdades que por vezes são universais.
Ilude-se o consumista ao oferecer-lhe a satisfação temporária de todos os seus desejos pelo consumo de algo que terá o seu preço: "Necessitas aventura? Consome X!"; "Necessitas liberdade? Consome Y!"; ou pela maneira mais fácil de iludir alguém, pela percepção que ela tem de si própria, "Sê diferente, aventureiro, arrojado, criativo! Sé o produto Z!".
Apregoa-se á razão de ser como razão para consumir o lixo e o ruído existente, porque na lei do consumo prevalece a oferta e a procura. Desengane-se o senso comum que quanto maior a procura maior será a oferta, quanto maior a oferta maior será o estímulo dado á procura e mais voraz será o consumo.

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publicado por Ogle às 00:12


1 comentário

De Anónimo a 11.08.2005 às 18:23

é de facto " engraçado" assistir a esse fenomeno cultural ...Por um lado assiste-se a inteligencia emocional comprimida pelo desejo de se ter mais , uma concorrencia enorme sem qualquer motivo racional para tal ...
Não sei , talvez seja mesmo necessario ter roupa de marca e grandes carros para se ser "alguem "...
Mas o pior mesmo é as consequencias que disso advem a diferença cada vez maior entre as classes , as gajas a empurrarem-se nos centros comerciais á procura da roupa da marca enquanto ha pessoas que nem os bens necessarios tem para viver .
Quando o desgraçado do mendigo pede alguma coisa é do tipo :
- Vai trabalhar !!! E é claro q toda a gente sabe q para se sair da pobreza tem que se ter meios de comprar uma boa roupinha ou / e pagar umas propinas de 800 euros para estudar ; isto já para não falar do deteriormento do meio ambiente na criação de mais !!! mais !! mais ..
Não posso deixar de falar na miseria q dizem q se encontra o pais , e na escolha de produtos a nivel nacional ( ou seja americanos , japoneses ... etcas ; talvez ... seja ... hilariante ...
Faria ainda umas criticas ao governo mas isso já começa a cansar....

Filipa
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(mailto:filipaaaa@sapo.pt)

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