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Armas do conhecimento

Domingo, 25.10.09

    A nossa percepção de realidade é facilmente enganada. Basta olharmos para as figuras impossíveis para verificarmos que os nossos sentidos são facilmente enganados ao crer-mos por breves instantes na possibilidade de que o erro não percebido torna aquela imagem uma realidade palpável. Posto isto verificamos que a realidade percebida pelos nossos sentidos ou experiência sensitiva é facilmente alterada, erroneamente, para situações que, mesmo sendo impossíveis, acreditarmos que são uma realidade ou verdade palpável. Assim sendo só sendo dotados de capacidade de análise e discernimento somos aptos a ultrapassar essas armadilhas dos sentidos.

    A doutrina do choque real ou percebido é um exemplo de como essas "figuras impossíveis" são usadas para "orientar" as massas, ou até o simples indivíduo, por forma a aceitar incondicionalmente a realidade que querem que se torne perceptível aos nossos olhos. Não basta estarmos informados mas torna-se impreterível dotar todas as pessoas de capacidade de análise e discernimento dessa informação. A massificação da informação só leva a um maior ruído, que por sua vez leva a análises desfasadas da realidade, por entidades menos competentes ao analisarem apenas aquilo que é gritado mais vezes ou mais alto. Até mesmo as estatísticas são alteradas pelos analistas que as efectuam, por vezes directamente no levantamento científico onde a eliminação de certas variáveis em detrimento de outras leva á orientação de resultados pressupostos. Também pode ser apenas o julgamento tendencioso do indivíduo por forma a comprovar a sua realidade percebida, uma vez que ao questionarmos tudo pretendemos comprovação de algo.

   Talvez se verifique então que a análise por si só tenha falhas eaí então ela é reforçada pelo discernimento sendo este último o mais difícil de possibilitar e dotar uma vez que o discernimento é o que capacita a escolha ou decisão que precede as nossas acções. Esta capacidade de julgamento e análise das situações é a que nos dota de uma capacidade de escolha com o maior número possível de informação já filtrada e processada pelo próprio discernimento. Mas há que lembrar que o nosso discernimento também pode ser afectado pelas mais variadíssimas coisas, desde as nossas normais funções hormonais, até ás pressões exteriores da nossa vida em comunidade.

   Concluímos então que o discernimento e capacidade de análise das situações casuais/ contemporâneas são ferramentas que se têm que usar com todo o cuidado. É algo que tem que ser desenvolvido desde tenra idade o que cria o paradoxo de tentarmos criar a racionalização de pensamentos que poderão não ser passíveis de serem racionais ou tentar transmitir essas ferramentas ao individuo antes deste ter já desenvolvida a capacidade de racionalização. Manter-se informado ou tentar obter o máximo de informação possível não é a totalidade do nosso "armamento" como indivíduos apesar de ser a maior "arma" que temos contra a propaganda dos variados bastiões de poder. A nossa capacidade de análise e discernimento, não sendo afectada, será como as balas que poderão ripostar contra a informação que nos é passada pelos diversos grupos de controlo que tentam limitar a nossa liberdade individual.

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publicado por Ogle às 19:42




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