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Consumo, a forma de viver rápida

Terça-feira, 21.11.06
    Muda-se de tudo nesta vida de consumo, habituados a um consumo de tudo o ser humano urbano acaba por viver tão depressa quanto as coisas que consome. Seja os produtos, ideias , conceitos ou sentimentos a sociedade urbana acaba por "viver no fio da navalha" consumindo o indivíduo no seu anonimato... Sem poder parar para desfrutar de um momento na sua plenitude, acaba por consumir-se a ele próprio na tentativa de saber o que lá vem ou qual o sentido a dar a um rumo que já tomou e não se pode alterar.
    Levam-nos a crer que somos aquilo que consumimos, categorizam-se os produtos de forma a serem associados a valores, ideias , sentimentos, por forma a nos identificarmos com aquilo que consumimos, perdendo-se a identidade do indivíduo. Individualiza-se o ser humano por forma a segmentá-lo sem explicar a importância que essa individualidade tem para um bem comum, ou sequer sem se preocupar em estabelecer essa individualidade como válida numa progressão de um objectivo comum conhecido por todos. Torna-se, a preciosidade do indivíduo, num ego exacerbado que leva a destruição do que o rodeia ou a um combate de egos pela conquista de um poder não existente sobre o próximo.

«Se o objectivo do jogo é vencer, então o batoteiro é o único verdadeiro jogador » - Jean Baudrillard

    Somos seduzidos dando poder a quem nos seduz, somos amedrontados por forma a seguirmos líderes que não demonstram medos falaciosos que nos incutem.

    Consumimos para nos sentirmos parte integrante... E morremos com a mesma velocidade do quê ou quem consumimos... Quem não é consumido cai no esquecimento de uma morte pronunciada por aqueles que já não vêem o produto da individualidade esquecida.

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publicado por Ogle às 16:20


1 comentário

De Vanessa a 24.11.2006 às 19:11

se no meio de uma sociedade onde tudo tem o valor de nada e de simples sinopses de vida, prefiro cair no esquecimento deles...

ou nem chegar a fazer parte de uma breve memória.

(obrigada pelo comentário)

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