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Recados nossos...

Sábado, 27.01.07
    Recados nossos que se perderam, chamas quentes que jamais servirão para aquecer a alma de niguem. Puro egoísmo da memória que não queria ser avivada do que outrora a aquecia. Recados nossos apagados num impulso de não poder se aquecer, jamais(!), com algo de bom... Mas também tinha outro lado, a revolta de não poder voltar atrás e fazer correto, de não conseguir engolir o orgulho e admitir o erro, de por uma vez que fosse sair um pedido de desculpas... Mas assim é o egoísmo.
    Números, letras, datas e frases apagados numa simples confirmação do desejo de esquecer. Mas a memória pega-nos sempre uma partida. A espreita sempre continua a lembrança de algo que sabia tão bem parecendo tão correto. Recados nossos que já não habitam em morada fixa senão perdidos, resistindo ao esquecimento, se escondem na persistência da memória.
    A mente não tem forma de ser apagada, ela apenas pode ser distraida, não existe o botão de confirmação ao esquecimento. Essa tem sempre forma de ser avivada, seja uma música, uma cor, um cheiro, um sabor, um som, um local, uma musica, uma situação, uma palavra, um nome, um sonho, uma leve semelhança e lá se encontra o sentimento que nos aquece ou nos derrota, pois o resto já não importa lá está a falta da lembrança.



Get video codes at Bolt.

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publicado por Ogle às 19:38

Um homem tambem chora...

Segunda-feira, 22.01.07
    Será que nos foi negada a capacidade de chorar por sermos homens? Será que por sermos definidos pelo género perdemos a capacidade de sermos humanos com sentimentos? É triste ficar a pensar que pelo facto de ser homem não posso chorar por sentimentos de perda, por emoções, por o que quer que seja... Eu choro ao ouvir músicas, confesso.. Certas letras me comovem por me lembrarem certos acontecimentos que fraquejam a minha alma... Algumas coisas que me afectam tanto que apenas são expressas pelas lágrimas que tento conter para não deixar trespassar o sentimento de que perdi algo, algo que se calhar nunca tive realmente...
    Choro por amor, choro pela perda de alguém que me diz muito, choro por não conseguir sequer dizer uma palavra que não me venha as lágrimas aos olhos... Contenho-me e a única coisa que sai de mim é raiva, revolta... Por não me querer deixar desprotegido de novo ataco, firo, insulto alguem que não merece isso de mim... Mas sou homem e não posso chorar, então revolto-me...
    A angustia por não poder ser indefeso perante um mundo cruel, faz-me chorar... Mas este sentimento, esta expressão de tristeza, tornou-se simbolo de ser alguém indefeso, de ser alguém que não sabe se colocar de pé e seguir em frente com o seu caminho...

Love will tear us apart... again...

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publicado por Ogle às 20:32

Tiro no escuro...

Sábado, 20.01.07
    Um tiro no escuro, ouve-se o eco causado num vazio deixado... O alarme é soado, fecham-se as portas e janelas, recolhem-se as pontes... O perfeito é auto-suficiente e fecha-se do mundo exterior, o poder controla toda a informação. A guerra começou com um tiro, qual o lado que o disparou primeiro, quais as suas razões, o silencio de ambas as partes inicia a espectativa de guerra. Mas quem foi que atirou a primeira pedra, quem é que disparou primeiro?!

    Era um guerra de ódios injustificados, baseados nas avenças de razões a muito esquecidas. Ultimamente é a era do olhar desconfiado, nunca se reconheceu qualquer bondade do outro lado, o olhar de lado constante, a desconfiança, os ódios...

    Era a história de uma criança que brincava, que na sua felicidade, na sua inocencia... Criada no meio deste cenário de ódios e desconfianças. Com seus olhos inocentes olhava para o outro lado dos muros altos que se tinham erguido de guerras anteriores. Sem saber de nada, a curiosidade e a sua bondade levou-a a estender o braço sem sentir diferença no ar, sem sentir diferença no chão, sem notar a diferença entre as crianças que brincavam do outro lado...

    No meio de uma guerra de ódios nem uma bala tinha sido disparada... Mas cresceu com os ódios, as desconfianças... tornou-se adulta, perdeu a inocencia... Tornou-se igual ao seu lado do muro... fechou as janelas, fechou as portas... deixou-se ficar por detraz do medo injustificado que o poder lhe deu durante todos estes anos...

    Um tiro no escuro, que ecoou num espaço vazio, deixado por algo abandonado há muito tempo, um espaço vazio, fechado sem portas janelas ou pontes...

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publicado por Ogle às 17:11





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