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Clemência da valência da cumplicidade.

Quinta-feira, 19.01.06
Perdendo a inocência tornei-me cumplíce da tua partida. Partilhei contigo os segredos da aspereza escondida por detrás do conhecimento. Tornámo-nos frios, cruéis, distantes, amantes errantes que tudo partilharam e que de tudo tomaram conhecimento um do outro. Mais juntos que separados procurávamos saber mais. Desejámos não ser inocentes e provando o fruto proibido tomámos consciência de nós próprios. Do que representávamos para outro alguém. Fomos cumplíces ao enaltecer essa perda da inocência sobre-elevando o seu papel a uma reliogisidade a qual julgávamos inabalável. Perdemos a inocência sendo nós os culpados dessa perca..
Separámo-nos do nosso caminho em conjunto pois sabiamos demais. Já não éramos inocentes , já tinhamos tomado a consciência de nós e queriamos mais. Valeu-nos a nossa cumplicidade. Ficará sempre na minha memória como tempos felizes. Juntos ultrapassámos barreiras que nós, inocentemente, colocávamos no nosso caminho. Largámo-nos porque sabiamos que não seria juntos o nosso destino.
Ainda nos encontramos no nossos pensamentos, ou em conversas esporádicas que mais parecem monólogos distantes. Pois já não nos procuramos, mas procuramos uma parte de nós. Procuramos a inocência da nossa cumplicidade. Aquela que nos deu tanto prazer e alegria. Perdemos a inocência, a cumplicidade, o nosso rumo em conjunto. Mas fazemos parte um do outro... Uma parte que vai sendo cada vez mais distante, pois existirão outras inocências que desconhecemos, que não seremos cumplices na sua perda. Já não faz sentido que assim o seja, apesar de já ter feito todo o sentido e mais algum, mas éramos cumplíces... Quando fez sentido que assim o fosse.
Se sou distante desculpa, se pareço cruel desculpa, se já não consigo te dar calor desculpa... Mas já não sou inocente.

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publicado por Ogle às 23:29

Exorcismo.

Quarta-feira, 18.01.06
Percorro de novo os caminhos da elouquência na vã tentativa de me encontrar. Encontro-me noutro impasse onde nada me desafia senão a renúncia a tudo e a todos. Será esse o desafio que se me apresenta? Romper com as amarras que me fazem arrastar no lodo da inconsciência e da imcompreensão de planos maiores? Se calhar tal caminho terá só a sua validade e muito útiil me foi no passado. Procurei a calma do oásis sendo essa mesma calma que me persegue e atormenta. Mas não sei se será o medo da tempestade do desafio, se a necessidade de pernoitar no oásis por mais algumas noites. Não sei se me atormenta por insatisfação própria ou se me esgota na ignorância até ao desaparecimento no esquecido...
Será o exterior que me tem que desafiar? Serei eu a desafiar o meio a desenvolver para um desafio em conjunto? Será que não querendo desempenhar nenhum papel necessito dessa ilusão para seguir em frente?
Afogo-me em demónios transformados em qestões que não me permitem vislumbrar um caminho seguro e calmo. Terei que ganhar esta batalha antes de conseguir seguir em frente? Poderei apenas esgueirar-me por uma pequena brecha de luz? Fecho os olhos e os demónios não fogem. Adormeço sem a acalmia do descanço merecido. Sonho com as questões que me arrastam...
De rastos ergo-me com a minha bandeira mostrando que ainda não caí por terra. De joelhos recupero o folego cravando as unhas na espada que perspassa o meu futuro. Aniquilo os demónios aos poucos procurando o refúgio ao longo do caminho. Sigo as brechas de felicidade como a luz do meu caminho que me cega ao mesmo tempo que me atrai...

Na luta persiste o desafio que nos obriga a prosseguir sem nunca baixando os braços, impelindo-nos para a frente como força motriz do desenvolvimento.

No final da batalha o silêncio aclama o vencedor, ao escutar o silêncio verifica-se a solidão da vitória.

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publicado por Ogle às 19:31

Aqui me encontro e desencontro.

Segunda-feira, 16.01.06
Aqui me encontro e desencontro ao me reconhecer e rever nas palavras que escrevo. Aqui neste mundo aparte que será o domínio e o controle da ordem da minha realidade. Aqui me encontro e desencontro ao me rever e reconhecer nas imagens e conceitos que invento na minha cabeça. Encontro-me ao verificar que sou eu e desencontro-me ao ver que já não sou aquilo que fui sem ter algo a mais que ainda agora(?!).
Com tudo aquilo que sou e penso que sou, conflitua com aquilo que vejo e sinto nunca me sentindo satisfeito. A insatisfação constante por não nos revermos nas rotinas dos papéis que quase que somos forçados a desempenhar. Esta sociedade moderna, urbana, distante. Onde se prega a individualidade egoísta sem explicarmos o valor dessa realidade ser simples, honesta, de respeito, com consciência e cognescência das consequências dos seus actos. Onde se prega e se adere a palavras daqueles que não nos fazem sentir tão sozinhos e abandonados. Onde buscamos interpretações de acordo com as expectativas prévias e preconceituosas que fazemos das coisas. Onde pensamos estar certos pois esquecemos-nos que só poderemos estar certos para nós próprios, procurando então o reconhecimento pelos outros, sem consideração pelos actos dos quais deveriam ser conscientes, desculpando-se da sua inconsciência, com a certeza do seu ego.
Quanto mais conhecemos mais verificamos que não sabemos nada. Como é que é possível que o ego faça pensar o contrário?!

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publicado por Ogle às 12:20

Nova jornada...

Segunda-feira, 16.01.06
Chego a uma terceira jornada. Com o iniciar do ano e o ritual do exorcismo de demónios em abandono ao caos para de novo se encontrar uma ordem. Começou por ser pensamentos, forma de ver, insatisfação, curiosidade, questões, um compulsivo desabrochar de ideias, questões, novos projectos. Numa segunda jornada um repescar do baú da "adolescência conturbada" onde se pensa que somos diferentes e procuramos a nossa essência de ser quem somos. Nesta segunda fase também também figuram reflexões, numa tentativa de analogias de uma realidade reflexo do prisma a que o meu conhecimento enciclopédico me possa levar.
Agora de uma forma mais pessoal uma junção e evolução do parco eu que aqui me apresento. Como poderão encontrar "Desabafos de um paranoico, esquizófrenico, tarado, com a mania que é artista e que é incapaz de perceber porque é que as pessoas não conseguem ser o que dizem que são mas apenas o que lhes interessa ser no momento."

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publicado por Ogle às 00:08




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