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Segunda-feira, 15.11.04
E desresponsabilizamo-nos de tudo dizendo que não é a nós que são devidas as lacunas que por nós são cometidas. Como é que isso é possível? Por que raio é que o fracasso é sempre exteriorizado enquanto que o sucesso é sempre interiorizado. Que merda de processo mental é esse que nos defende do fracasso e que nos impele para a ignorância? Porque, se exteriorizamos os defeitos como é que os corrigimos em nós? Se atribuimos culpa a tudo menos ao interveniente máximo dessa realidade como é que podemos alterar essa realidade?
Não podemos… Não podemos mudar algo que não verificamos necessidade de mudar. Não podemos mudar algo que não vemos a sua existência. Então colocamo-nos em visões menores ás quais conseguimos aferir responsabilidades maiores que a dos seus intervenientes, por forma que quando em falta dos intervenientes se possa responsabilizar o conjunto e não o próprio. Limita-se o fracasso ao indivíduo para que o tecido social não quebre com a derrota do seu fracasso. Elimina-se aqueles que por peso de um fracasso, ao qual é responsabilizado mas do qual não tem culpa, por métodos de controle de sucesso invisíveis ou totalmente desnecessários ao destino final. Então é indicado que nesse tecido social, ao qual todos nós queremos aferir, existem níveis distintos e que nesses níveis sociais existem alguma materialidade conquistável, assim como o extracto desse tecido. Ora na perseguição desses extractos, na tentativa de conquista de um nível mais elevado, cometem-se as lacunas das quais todos eles se queixam. Porque na tentativa de escalada de nível são esquecidos valores os quais todos indicam ser primordiais. Mas é incutida essa rivalidade, esse vício de sucesso, esse espírito de conflito por forma a podermos indicar se somos melhores que o nosso semelhante. Ridículo!!!
Como é que a competitividade entre nós próprios nos faz esquecer de nós próprios? Como é que é possível que a disputa do melhor individual faz com que não interesse o melhor do conjunto. Voltámos ao nosso egoísmo primordial em que o mundo anda á nossa volta? Só que agora o mundo é mais aquilo que vemos com os nossos pequenos olhos, limitado á realidadezinha que nos é transmitida. Pela falsa ideia de aldeia global onde uns são mais cidadãos que outros. Pela mesma medida que uns sofrem mais que os outros, são mais importantes que outros, têm mais valor noticioso que outros.

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publicado por Ogle às 12:00





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