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Domingo, 28.11.04
technicolor.jpg


Sendo a nossa aprendizagem por tentativa/erro há que experenciar até chegarmos á soluçao. Por vezes, quando essa procura é abandonada, a solução não existe. Solução como resolução do problema, pois existem hipóteses que não podemos esclarecer. Por vezes a solução passa pelo abandono do problema.
Este abandono não é porque o problema não tem resolução, ele terá sempre resolução, poderá é não nos ser apresentada a hipótese correcta na altura em que nos é apresentado o problema. E por isso, para que se evite o desgaste e a paranóia da resolução, a solução é abandoná-lo. Considerar que a sua resolução nos transcende de momento e procurar resolver outro problema que se nos apresente.
Veificar apenas que a solução não será apresentada no momento em que a requeremos. Mas a seu tempo tudo se resolve e para tudo há solução.

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publicado por Ogle às 18:04

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Sábado, 27.11.04
E mais uma etapa que tem que ser ultrapassada. Como tudo o que nos é adverso e que nos coloca longe do caminho que é o nosso. A descoberta desse caminho não é feita por nós, apenas por nós é escolhido. Mas serão essas escolhas correctas? Nos nossos desejos elas apresentam-se como as mais correctas, mas será a nossa crença que lhes aufere essa credibilidade? Mas os nossos desejos podem estar desasjustados com a realidade! Como é que nos aproximamos da realidade, sendo a realidade caótica na sua construção?
Existem alguns que acreditam, nos seus desejos de aproximação, que o abandono ao caos será o mais próximo. O abandono ao caos não é implícito, nem implica, um abandono á destruição! Estando esses dois conceitos frequentemente associados não será a resposta correcta. O caos apenas implica uma ordem baseada na não existencia de ordem definida, existindo um mar de possibilidades infinitas, pelo que não deverá ser associado a nenhum de conceito de ordem, ou desordem, convencionado.
As nossas escolhas aumentam as probablidades de algo acontecer, mas não pode substanciar a credibilidade dos nossos desejos. A realidade, e a aproximação á mesma, é um abandono a essas probablidades e de forma analíctica verificar o sucesso, ou não, dos nossos desejos, como uma aposta que se faz. Ou se perde, ou se ganha a aposta mediante a avaliação das probablidades.

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publicado por Ogle às 02:12

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Sexta-feira, 26.11.04
blue evil.jpg

Ás expectativas criadas sobre algo só devo a minha esperança em que elas se concretizem ou não. Deixando-me cegar pela felicidade desejada fui batendo em paredes sem luz em que o caminho era nada mais que o obscuro. Deixei-me levar pela esperança de que era diferente de tudo aquilo que tinha desejado até agora... Mas não era. Apenas desejava compreensão daquilo que sou, para que me compreendesse a mim próprio necessitava de feedback. Mas não o possui, apenas desejava que já a tivesse possuido sem nunca verificar se era apenas incompreensão ou despreocupação. Contudo não tenho a resposta pois essas nunca nos são dadas quando as queremos. As respostas aparecem-nos sem nos darmos conta. Quando nos questionamos sobre as respostas só nos aparecem mais perguntas ás que não temos resposta e as dúvidas aumentam. Sonhei que era possível encontrar as respostas em perguntas pois deixei-me levar pela ilusão do desejo.
E fiquei com mais questões do que trazia. Num desvairo de paranóia pensei mais uma vez- a responsabilidade só a mim se deve. Mas não... A compreensão por outrém não só é da nossa responsabilidade mas também daquele que nos tenta compreender. Aquele que nos tenta compreender deve também se dar a essa compreensão pois a ele se colocam as dúvidas e questões que é necessário compreender. Por vezes o outro desiste de nos compreender porque não verifica sucesso em nenhuma conclusão a que chega. E assim a responsabilidade se torna nossa.

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publicado por Ogle às 02:51

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Quinta-feira, 25.11.04
E nos sonhos se concentram as expectativas. Que nos impelem na busca da felicidade. Por vezes eles cegam-nos tanto que não conseguimos ver para além deles. Eles comandam a nossa busca pela felicidade mas se são sonhos e não deve ser neles que baseamos a nossa felicidade. A felicidade é na realidade que se avalia. Assim a felicidade dos sonhos não deve interferir com a felicidade da realidade. A busca da felicidade sonhada não deve minimizar ou apagara felicidade realnão podemos afirmar que não somos felizes por não atingirmos os sonhos pois eles são apenas isso... Sonhos.
Não somos infelizes por não atingirmos os nossos sonhos, somos infelizes pela nossa realidade.
Na expectativa encontramos a desilusão. Nos sonhos e desejos o aumento das expectativas.
A desilusão da vida é meramente uma desilusão da expectativa criada. A ilusão é uma falásia pois não sustenta nada a não ser a expectativa para com a vida. Os caminhos da realidade onde vivemos, que nos se apresentam num mar de possibilidades caóticas e sem intenção pré-definida, somos nós que os escolhemos por forma a possibilitaruma ordem que por nós é aferida num rumo definido pelas nossasepectativas. Por vezes essa ordem é definida pelo nosso "Axis Mundi", é definido por aquilo que nos ajuda a percorrer um caminho e ver esse caos começando num eixo orientador, condutor por vezes do que nos é sagrado. Definindo e aferindo significados sagrados a coisas que não têm mais nada que a sua própria realidade, também caótica na sua essência.

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publicado por Ogle às 14:06

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Quarta-feira, 24.11.04
E em tempos anteriores se pensavam novas coisas que do tempo se tornam velhas e gastas.. Sempre queremos e primamos pela novidade, por isso queremos sempre mais. Criar sempre e cada vez mais. Criação compulsiva- o tempo foge e em contra relógio tenho que deixar o maior legado possível. Criação estoica- a criação chegará na altura que deve chegar, não antes nem depois, ela virá na altura certa. Criação histólita- a criação é uma curte e o que se quer é curtir.
A posse de algo é tudo pois sempre é algo mais que nada... A soma quantifica a totalidade até ao momento para contabilização pressuposta do que virá depois... E por vezes isso não chega para nós... Tudo ou nada.
Devaneios de loucura na criação compulsiva, expressando um vómito de palavras demasiado reais para que sejam entendidas da mesma forma que são expressas. Qual será o sentimento por detrás delas.Somente vendo as mesmas imagens que são comportadas simbólicamente pelo discurso da linguagem convecionada num código para a comunicação de uma raiva expressa de modo a ficarmos sem fólego para que não se expluda.

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publicado por Ogle às 23:21

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Quarta-feira, 24.11.04
E as imagens que se formam nas nossas imaginações tornam-se criações aos nossos olhos quando fazemos algo com elas. E ao partilharmos algo das nossas imagens procuramos entregá-las ao mundo dos outros para que sejam criadas outras imagens.
E por vezes somos tiranos das nossas imagens pois acreditamos que elas são inabaláveis, estruturadas, intemporais, maiores que qualquer verdade sendo mesmo próximas de uma verdade absoluta... Absolutamente errada e hipócrita. Absolutamente oposta aquilo que nós vemos e acreditamos ser o melhor. Mas somos essas imagens. A imagem que nós criamos de nós, a que pensamos que os outros criam de nós, a que os outros criam de nós, e as que criamos para os outros.
A vida passa em imagens diante dos nossos olhos. Nas nossas mentes são construídos pensamentos formando-se imagens que nos facilitam uma visualização da concretização de um plano potencial para uma realidade mais próxima com os nossos desejos.
E as imagens desvanecem-se nas nossas mentes que estão treinadas para fugirmos de metade delas.

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publicado por Ogle às 15:04

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Quarta-feira, 24.11.04
E assim se produz algo, se cria alguma coisa, numa junção de palavras. E o que são as palavras senão reflexos de idéias expressas num código de imagens que recriam sons convencionados para uma compreensão do nosso semelhante? Para quê compreender o nosso semelhante convencionando linguagens senão para comunicar-lhe as criações da nossa realidade para que com ele possamos criar uma maior realidade para ambos? E assim se definem palavras que nas nossas mentes reportam a imagens que significam algo. Mas sem a abstração do algo um conjunto de simbolos também pode comunicar mais do que os símbolos que constam nessa mensagem. E assim o significado pode ser tão aleatório quanto a interpretação do símbolo que é significante da mensagem. Porque tudo terá que estar inserido num contexto e a interpretação individual do espectador dessa imagem se reporta á sua experiência para a colocação do contexto. E assim cada um individualmente terá uma diferente emoção para com a imagem ou com os símbolos nela contidos.
Depois há aqueles que se querem aproximar da mensagem da imagem aproximando-se do criador da mesma e mesmo assim vão junto da sua experiência criar a emoção para com essa compreensão.
Mas por vezes apenas se quer uma emoção tirada da mensagem expressa nos símbolos que ela contem. Não uma compreensão total da mensagem mas apenas uma emoção. Outras vezes procura-se a compreensão da mensagem e a sua discussão.

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publicado por Ogle às 01:28

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Terça-feira, 23.11.04
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Sou discrente da realidade dos outros pois não sou os outros. Acredito nos outros apenas quando os consigo encaixar em mim... Que egoísmo!
Acabei a minha existência, acredito na minha essência, passei a ser sem existir... Deixei de encontrar sagrado na realidade e condenar-me ao caos, pois eu sou seu instrumento. Renego o meu cosmos pois ele é inutil para os outros... Sou já não existo, pois deixei de pensar mais o que sou, como ou porque é que o sou. Que se acabem com todas as emoções pois elas são primitivas. Entopem a racionalidade, deturpam a lógica e fomentam a expectativa. A expectativa faz pender o prato da balança para o lado da vivência que consome, ou é consumida, pelas emoções; aquelas que não verificam, interrogam ou esclarecem a experiência.
Um exemplo perfeito disso é o meu julgamento. A raiva que expresso pelas emoções ilusórias (aquelas que nos colocam num determinado cosmos) faz com que as renegue, que não veja qualquer utilidade nelas senão a própria mágoa que é originadora da raiva. E coloco-me eu num caminho sem saída... Num ponto circular e não evolutivo. Num sistema destrutivo e que em nada contribui para o todo. Aquele em que me quero inserir e glorificar, aquele que quero fazer evoluir. è como fazer parte de um todo sem deixar de particularizá-lo em mim... Na minha vivência... E a parca experiência do todo que essa particularidade é!?

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publicado por Ogle às 00:23

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Segunda-feira, 22.11.04
Deixei de viver na felicidade dos outros... Deixei de ser o que os outros querem de mim... Fiquei obstinado com a minha realidade, pois só essa é válida para mim. Essa realidade não é feliz mas tem momentos de puro regojizo e por isso vale a pena. A realidade não é feliz, tem momentos dela.
Então verifiquei que morri... Morri para a felicidade pois só aí a encontratrei... Aquela que é eterna. Há uns dias tinha morrido (pensava eu) pois encontrei felicidade... Mas não foi eterna e por isso renasci um homem novo. A expectativa em que achamos ter encontrado semelhante pelas parecenças enormes que existiam. Mas não era semelhante e por isso encontrei-me na discórdia e verifiquei que a realidade não combina com essa felicidade e morri. Morri para o Mundo dos outros onde a expectativa é móbil para uma vivência sem experiência, e se eleva a glorificação que a vida merece a uma futilidade egoísta de querer-lhe pertencer sem verificar onde é que se lhe pertence.
Morri para o mundo dos outros porque eles me mataram.Morri para o mundo dos outros e para a sua felicidade pois por vezes essa é a minha infelicidade. Por isso definei-me... Matei interiormente todo o sentimento ilusório em que vale a pena ser feliz sem compreender o que é ser ou ter a felicidade.
Estar vivo, a pensar, a existir dentro da existência que me foi concedida. Não é felicidade? Seria se essa existência não se tornasse infeliz por estarmos sempre a quantificar essa felicidade pela futilidade da vivência das emoções. Futilidade da vivência sem experiência, sem apredermos nada com essas emoções e sentimentos. De que nos servem? De que servem aos outros? Sofrer por ter ou por querer ter, por não poder ter, por ser difícil de conquistar para ter, por não nos darmos conta que temos, por não mostrar aos outros que existem, pelos outros não terem dentro deles como eles acham que são segundo a sua experiência, segundo a sua vivência.

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publicado por Ogle às 13:32

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Sábado, 20.11.04
O bem comum... Consciência de um objectivo maior... Depende! Se persuadir alguém que o meu bem é melhor que o dele?!?! É tão mal quanto o dele!! Porque não há abençoados pela verdade quando ela é diferente de todos os outros apenas para ser diferente. Porque não há malucos maiores que os outros e nunca nós proprios. Tangas de alguém que se julga ser maior sem nunca o sentir ser pois condena-se a uma enfermidade própria de uma destruição de ego. Para tentar verificar a sua nulidade sem procurar uma identidade daquilo que lhe é próprio e único. Com medo que o caminho de ser diferente será caminhado sozinho. Porque estupidamente e cegamente acredita que a sua voz será mais correcta que a dos outros. Porque a sua realidade é linda aos seus olhos. Porque estupidamente procura mostrar e impor a sua beleza sem se preocupar explicar porque é melhor, apenas impondo pela força que sigam a sua realidade. Porque procura algo que nunca acha que será correcto mas pratica-o para lá chegar. Porque procura na enfermidade passada ter desculpa para a enfermidade que causa. Porque acredita procurar o caminho da felicidade destruindo-a logo á partida.
Condeno todos ao abandono do meu esquecimento. Pois na felicidade não há lugar para os enfermos. Condeno todos aqueles que na sua felicidade destruam, manipulem, persigam, subjuguem, iludem, condenam, marginalizem, roubem e explorem todas as outras. Pois não há maior felicidade que a nossa para nós assim como a dos outros é para eles.
Ninguém como nós serve de moeda de troca. Ninguém igual a nós serve de exemplo daquilo que nos fazem sentir. Não é por me destruir a mim próprio que vou destruir os outros. Mas vou construir e criar para que com eles criar algo maior...
Um pesar muito grande por aqueles a quem a felicidade mata... mata a felicidade da inocência.
Um chorar muito grande pelos inocentes que não sentiram mais nada a não serem mais nada do que uma moeda de troca que causa tanta infelicidade.

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publicado por Ogle às 13:06


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