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Realidades condicionadas

Segunda-feira, 14.08.06
A nossa vida é condicionada desde o momento do nosso nascimento, como podemos nós distinguir o real do não real? Se seguirmos as vertentes do pensamento em que a realidade é aquilo que os nossos sentidos conseguem atingir conseguiremos nós manter a capacidade de verificar que esses sentidos podem ser enganados? Tomando como exemplo a alegoria da caverna de Aristóteles : Se toda uma vida vivêssemos acorrentados contra uma parede onde apenas víssemos a projecção das sombras dos objectos seriamos levados a crer que essa representação dos objectos era a realidade, quando um dia fossemos confrontados com os objectos acreditaríamos que os objectos seriam ilusões da representação daquilo que conhecíamos uma vida inteira que seria apenas as suas sombras. Ao sermos libertados das correntes que nos obrigavam a uma visão limitada da realidade voltaríamos a elas por não conseguir reconhecer a realidade, pois não saberíamos como.
    Assim como podemos nós nos libertar dos condicionamentos que a nossa realidade comporta? Como reconhecer os condicionamentos que nós próprios colocamos à nossa interpretação da realidade por já estarem embutidos no nosso escrutínio daquilo que é para nós real, não real, verdade, mentira? Se nós sofremos desses condicionamentos e ao filtrarmos a realidade controlamos a informação, condicionamos, ao transmitirmos a mesma aos outros. Barreiras a que solenemente chamamos de balizas que nos fazem olhar numa única direcção como se fizéssemos truques de ilusionismo por forma a verem a verdade que queremos que vejam. Acreditamos no que queremos e fazemos que os outros acreditem no mesmo. Somos levados pelas ilusões de que no consenso que chegamos em relação a algo isso se torna realidade e verdade para todos. Mas a realidade não é intemporal e por isso é distorcida, alterada, modificada, conforme ela é presente ou passado, vivida, experienciada ou analisada.
    O que é aceite como realidade/verdade é alterado conforme a evolução dos conceitos que fazemos da mesma. Um ponto assente hoje é completamento alterado amanhã. A consciência vai ganhando terreno ao que não nos é consciente, passando a conhecer mais mas nunca conhecendo a totalidade, pois o futuro é a incógnita que apenas no presente pode ser verificada e alterando aquilo que é passado.

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publicado por Ogle às 18:42





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