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mil desculpas

Segunda-feira, 15.07.13

Ouço mil desculpas sem nenhuma ser um peço desculpa das pessoas que podem ter alguma culpa. Como é que desculpo o tumulto que existe à sua volta!? Como?! Sem ser com um grito de revolta de um conhecimento que não se volta sobre si próprio, que consequentemente tem um comportamento impróprio.
Ouço mil desculpas sem admissão de culpa e na tumulta certamente nem se escuta tão centrada em si mesma que está essa aventesma! Tudo serve para deflectir mas sem nunca reflectir naquilo que podia evoluir. Tão cedo foi a sua desistência sem qualquer resistência a uma pura resignação. Que hoje se resume a esta ignóbil acção, de tentar por todos os meios deitar pelo chão tudo aquilo que não reconhece como sendo à sua maneira, pequena, mesquinha e cuscovilheira, sossegada, vitimizada, uma cobra verdadeira, infecta o veneno da verdade à sua maneira.
Cada vez que se chama à razão, ás vezes, como todos, à responsabilização, a vítima é vítima nunca planeou a acção por isso as mil desculpas só se desculpam a ela, só responsável pelo que adveio de bom e nada fatela. Mas pela calada ladra tanto a cadela. Por isso mil desculpas, mas as culpas não sendo delas não se pedem desculpas e tudo na vida passa a ser mea culpa.

Só e por só querer ouvir um... desculpa!

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publicado por Ogle às 15:44

Para mim...

Quarta-feira, 22.05.13

É mais fácil que num pássaro encontrar penas,

é encontrar pessoas com mentalidades pequenas.

Houve coisas que nunca quis mas fiz,

mas nunca me viram muito tempo a frequentar com wannabee's.

Nunca consegui fazer pela metade aquilo que me deixa feliz.

Acredito que não se deve fazer nada sem real esforço e dedicação,

por isso não vale a pena se mexerem pouco e dizer que é de coração.

Se há coisa que aprendi desde tenra idade,

o meu coração não faz nada pela metade.

Ou é ou não é, não se coloca o talvez,

cansado de lhe darem hipótese se alguém lhe der vez.

 

Estou farto deste novo egoísmo,

que se acha dentro de um falso altruísmo.

Condescendência pelo doentinho,

mas com nojo pelos que sofrem de botulismo.

Cada vez que lhes tremem os pés julgam que o mundo sofreu um sismo.

Falam de integração com um discurso impregnado de racismo.

 

Seja numa direcção positiva ou negativa,

são ambos exemplo de coisa que não se quer viva.

Mas depois cheios de valores vão ajudar "os pobrezinhos".

Usando sempre diminutivos pois eles são "os coitadinhos".

Pois para mim isto é completamente intragável,

este comisionarismo questionável,

pois mesmo que façam algum bem na sua génese é detestável.

Toda a sua qualquer pouca acção é memorável,

já que nunca souberam o que é trabalhar de forma sustentável.

 

Nunca suaram para passar fome em vez de morrer dela,

estudiosos que nunca questionaram de onde vem a comida na panela.

Sempre se deram ao desperdício depois de mordido...

Acham normal que eu não fique fodido?!

Quando vejo que nesta direcção este mundo está perdido.

 

Consomem até os valores, batem-se de doutores e falam dos seus amores como se fossem adquiridos numa loja.

Mas sou eu que tenho que pedir desculpa por ver este horrores que a mim tanto me enoja.

Por achar que mesmo em extremos opostos são frutos da mesma corja.

Porque hoje o ódio é o único sentimento que ainda não se forja.

 

Estou cansado de humanitários condescendentes,

que usam os diminutivos enquanto mostram os dentes.

Façam pose para mais uma fotografia.

Enquanto é a vossa opinião do que é a vida para mim foi mais um dia.

 

Estou cansado da conversa dos demais,

que acham que olhar para as pessoas é deixar de nos ver como animais.

Será sempre esta a nossa natureza, mesmo que sejamos ditos racionais.

Falam como se tivessem a dar milho aos pardais.

Gostam de usar palavras como tolerância ou inclusão.

Mas enquanto dão com uma retiram com a outra mão.

Têm os políticos como exemplo da sua reputação,

porque afinal ser normal é ser filha da puta e cabrão.

Mas se o aspecto já não lhe agrada que se foda a inclusão.

Produtos de toda a publicidade será mesmo esta futura geração?

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publicado por Ogle às 11:52

Suposta liberdade.

Quinta-feira, 14.03.13

Sou objecto dejecto de uma sociedade,

não interesso pois detecto uma suposta verdade.

Então infecto com delito esta urbanidade,

pois é no concreto que se ouve o mito desta humanidade

onde sou marginalizado, posto de lado, por todos os meios calado,

por ter importunado alguém,

por ter usado algo que não pertence realmente a ninguém,

a rua é de quem a vive condenado a não ter vintém.

Olha para o pai no céu e esquece a terra mãe!

 

Sou marginal ao fazer uso da palavra escrita codificada,

por oferecer tudo na vida não sirvo para nada.

Não vivo nesta vida que é uma vida passada,

não quero que esta seja uma vida idolatrada.

Pois para mim foi uma tentativa falhada,

por mais certo que faça parece estar toda errada.

Tanta gente que por ela passa, toda uma vida enganada.

Por mais que tente ter uma vida reservada,

há sempre alguém com uma crítica apontada.

Tanta gente que te diz como viver a vida que é a tua,

tantos como aqueles que não conseguem viver apenas a sua.

 

Isto enquanto mais um sem abrigo demente é forçado a viver na rua,

só assim se sente livre ao morar por baixo da lua.

Um homem sonha desde que olha para as estrelas,

mas agora essa imagem é substituída por janelas.

Que condicionam todos os momentos que vemos nelas,

condicionam o pensamento e criam sequelas.

Um pensar urbano, insano, onde as paredes podiam ser telas.

Mas o pensar mundano das pessoas, todas aquelas,

a quem interessa o monótono padrão das janelas,

começa pelo patrão na linha de montagem das panelas...

Lá se vai a tua mensagem, o que dirias ás pessoas, o que lhes mostravas a elas.

 

Quebra-se o espírito e do sonho leva-se á destruição.

Já nem sequer apelas para que te dêem a mão,

afinal sofremos todos a mesma condenação.

Dizerem-te para seres correcto enquanto lucram com a tua perdição.

Gastam fortunas em campanhas, basta dizer não!

Enquanto o médico receita-te as drogas com a outra mão.

Vejo estas constantes redundantes hipocrisias,

de moralistas pedantes, estúpidos todos os dias,

enquanto entretêm com revistas, debutantes, tios e tias.

Para que se consumam as vidas que nos são prometidas,

onde ás escondidas todas as vergonhas são permitidas.

Aos famosos são permitidos todos os erros mundanos,

todos os outros que não estão bem de certeza que ficam "bacanos".

Afinal vivemos melhor que os países de 3º mundo,

está tudo na merda mas ainda não batemos no fundo.

 

Sobre a ameaça de insegurança e aumento da criminalidade,

faço parte das estatísticas por falar a verdade,

da miséria que se vive nesta humanidade.

Onde está essa promessa de igualdade?

Onde é que está esse equilíbrio da sociedade?

Onde o fosso de classes existe com tanta disparidade.

Onde o pobre paga ao rico pela sua prosperidade.

Onde se condena futuros desde a mais tenra idade.

Onde se falam nos factores sem culpabilidade,

observam-se os factores sem haver actividade.

Onde se prende as pessoas pela sua liberdade,

onde se endividam nações por pura arbitrariedade.

Onde se vivem promessas de falsa publicidade,

que invade cada vez mais as paredes de uma cidade.

Onde eu sou proibido de expressar a minha individualidade.

 

Sou obrigado a viver o anonimato da criatividade,

criando alter egos para proteger a minha identidade.

Mas até isso é engolido pelos pseudo-intelectuais,

fartos das hipocrisias dos seus pensadores formais.

Enfadados procuram os seus perdidos ideais,

premiando os seus pares chamando-lhes geniais.

Só para quem é livre é que não os acha nada demais,

pois vêm imagens formalizadas sem nada em concreto,

ganham balúrdios, estapafúrdios, por um mero objecto.

 

Enquanto isso eu ofereço nada sem tecto,

pois acho que se deve ver que o céu é o limite,

e devemos nos levar pela imaginação onde ela permite.

Escolho viver nesta mais pura escuridão,

onde aquilo que se faz só pelo dinheiro faço de alma e coração.

Ser mal interpretado, que sejas tu o verdadeiro e eu não.

Enquanto vejo as facas espetadas trocadas em paixão.

 

Discursos que enganam a falar que somos todos iguais,

mas não temos a mesma educação dada pelos pais.

Porque na minha família a luta dura é igual há várias gerações.

Uma luta que nem muda com prémios do euro-milhões.

Uma vida de luta diária, tributária, a que muitos chamam de passagem otária.

Por mais que se trabalhe no duro não se muda o futuro,

pois toda a gente é desconfiada e não acreditam em gente honesta,

por muito bom que sejas, se o fizeres de borla é que presta.

fazer pagar mais por menos é que se chama ter dois dedos de testa.

Fazer menos, ganhar mais, ser todos os dias uma festa,

enquanto essa vil vida hipócrita infesta.

 

Vamos olhar para o cor de rosa do meio onde te queres inserir.

Disparando merda em todas as direcções sem me querer atingir?

Por toda esta vivência de vidas sempre a fingir,

disfarçando dizendo que são os papéis que nos fazem subir,

numa escada de hipocrisia que todos dizem destruir.

Eu vejo todos a fazer o mesmo e a esperança a ruir...

Onde está essa dita igualdade para eu usufruir?

Já sei, está na terra usada em cima de mim quando eu cair.

Porque de resto só a vejo no caminho que toda a gente está a seguir.

 

Uma vida totalmente condicionada,

completamente vazia e despropositada.

Onde só se serve como peça de uma engrenagem.

Onde se ouve belos discursos vazios de mensagem.

Onde se vive intensamente as decisões da arbitragem,

de um jogo de futebol qualquer, novelas para a mulher,

encher a cabeça de entulho para que não se meta a colher

no tacho daqueles que te tiram a sopa.

Afinal toda ela é pouca...

Façam vocês o sacrifício,

alimentados a pão e água numa loja de baguetes e fogos de artifício.

 

Mas mesmo fazendo igual á revolução francesa,

cortarem se cabeças a todos, pois com certeza...

Nada iria mudar, mudavam-se as cabeças mas não se mudava o lugar.

Por mais que seja uma pessoa diferente, igual a tantos nesse posto, vai ficar!

 

Enquanto isso vai-se amontoando;

as pessoas, os problemas, os anos passando,

todos sem direcção mas continuam caminhando,

pois o sonho só se vive sonhando.

Uma sociedade não vai nada bem mas responde: Vai-se andando!

Sempre numa esperança de melhoria de vida,

a cada batalha e tentativa perdida.

Onde o escravo só tem uma saída,

uma pessoa vai com a corrente ou está fodida.

Ou fazes parte do todo ou és um marginal,

só porque aquilo que pretendes não é igual ao comum mortal.

Batalhas por uma verdadeira mudança,

porque a última a morrer é mesmo a esperança,

por muitos que se façam cegos e surdos há sempre um que se alcança.

Mesmo que seja preciso muita perseverança.

Os sonhadores que a cada dia são mais,

que um dia filhos também serão pais,

no meio de todos os que desistem e continuam com seus ideais.

Passam-nos de geração para que a liberdade sobreviva,

passando de mão em mão para que não seja esquecida,

uma nova tradição, a promessa de uma vida.

A mesma verdadeira liberdade que nos é prometida,

ao contrário desta vivência que é apenas permissiva.

Para uma verdadeira conquista e não uma mera tentativa.

Onde todos podem ser livres e não é só "o artista",

onde a felicidade existe até perder de vista.

Onde toda a realidade não precisa de ser revista,

onde não se alteram os factos para favorecer algum ponto de vista.

Onde se faz o bem pelo bem e não é algo em que se invista.

 

Uma humanidade onde haja real igualdade.

Onde não seja preciso questionar a liberdade.

Onde se chegue á conclusão que como indivíduos somos todos um.

Células especializadas de um corpo comum,

que enquanto não trabalharem todas em conjunto não se vai a lado nenhum.

Deixando de haver batalhas de interesses,

onde é necessário recorrer a preces,

por todos aqueles que não têm voz,

pois são devorados com uma velocidade atroz.

 

Calando quem possa enquanto destroça esta terra que é nossa.

Enquanto a liberdade se disfarça com meia verdade,

vivendo na esperança que ao grito de revolta será dada continuidade.

Para que deixem de haver conformados que a revolta é apenas formalidade,

afinal todos querem a reforma quando atingirem a idade...

e assim vai a nossa suposta liberdade.

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publicado por Ogle às 13:49

Faz de conta que eras a escolhida...

Quarta-feira, 13.03.13

Faz de conta que te amei,

que partilhámos todos os nossos medos.

Faz de conta que eu até nem sei,

que para contar amantes já não chegam os dedos.

 

Faz de conta que eu não ligava

a todos os desejos que escondias.

Faz de conta que eu não interpretava

o teu encanto com as putarias.

 

Finges ser pura e casta,

sempre com planos moralistas,

mas és atraída pela vasta

experiência de boémia dos artistas.

 

Faz de conta que eu não sei

todos os segredos que escondias,

o teu desejo de querer o que eu passei,

mas que com vergonha nunca me o dizias.

 

Contudo dizias sempre ser sincera,

sem nunca revelar o que és,

querias viver uma quimera

sem nunca mexer os pés.

 

Vives uma fantasia solitária

confortável no teu pequeno recanto,

nunca pensei que fosses celibatária,

mas tanta coisa escondida perdes o encanto.

 

Querias inspirar grandes épicos,

mas não tens uma essência destilada.

Se a viagem da alma fosse em valores métricos;

A tua viagem acabava em menos de nada.

 

Vives permanentemente insatisfeita,

rodeado de objectos e vivências.

A vida nunca é perfeita,

pois é normal ter que fazer cedências.

 

Nunca percebi esse pensamento

de que tudo gira á tua roda,

quando existes por um momento

tão curto como qualquer moda.

 

Mas faz de conta que sou eu o burro,

faz de conta que a culpa é sempre minha.

Afinal eu sou muito casmurro

prefiro tratar da minha vidinha

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publicado por Ogle às 17:37

De novo sou novo...

Sábado, 16.02.13

Esta dor de cabeça constante, provocada pela ansiedade de poder ser quem sou, sufocado por este caminho ás cegas de saber sozinho por onde vou. Sem rumo sem destino a todo momento sabendo onde estou, provocado pela ansiedade de saber se estou a ser quem sou. Calado observo tudo , fingindo-me de cego, surdo e ás vezes mudo, das vozes que não consigo calar. As vozes que comigo vivem e não se calam. Serão elas que provocam esta ansiedade de poder ser quem sou, deste rumo que escolhi sem saber o destino para onde vou. Mas não interessa o destino quando a viagem é a recompensa, só queria parar estas vozes e nem de forma intensa, apenas para descansar e ser quem sou. Ouvir-me na claridade de saber o que antes se pensou, no fundo calar todas as outras vozes que não sou eu. Pedaços de mim talvez, que se perdem com o passar do tempo. Que nunca foram eu, apesar de fazerem parte de mim. Sigo rumo ás escuras na ansiedade de procurar a luz de abrir uma brecha e então fazer juz. Fazer juz a tudo o que sou. Parar a dor de cabeça constante e fazer algumas vozes adormecidas. Todas aquelas que já foram ou são esquecidas. Deixar-me ser assim mas sem as vozes que me causam este barulho e enchem de entulho os pensamentos que se querem claros. Seguir em frente de novo, porque sou novo, em mim de novo.

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publicado por Ogle às 20:47

Paz...

Quinta-feira, 18.11.10

A paz interior é aquela que nos pode trazer felicidade. Os conflitos que nos são propostos todos os dias são apenas contrariedades de forças que não passam disso mesmo, contrárias. Muitas vezes são invejas, ciúmes, ou apenas incompreensão por pura negligência ou simples ignorância, essas são-nos exteriores mas tentam sempre contra-balançar o que de realmente é importante na nossa jornada. A pressa que nos é imposta leva a que bloqueiem os caminhos da liberdade ao ter pressa a chegar a lado algum. O condicionamento urbano leva a que a maioria siga, sem compreender porquê, acções que apenas ocupam a mente com desejos e rotinas que causam os conflitos interiores.

Todos querem conquistar um mundo e para isso fazem recurso a qualquer possível arma, porque o homem se desenvolve em conflito, então vai de exteriorizar esse conflito diário. Por outro lado o conflito deveria ser interior, apenas com as nossas próprias barreiras. A diferença entre conquistar o mundo e conquistarem o nosso mundo. O nosso mundo pode ser inconquistável, isso se prova nos maiores exemplos de espíritos humanos que assim o foram, inconquistáveis, inquebráveis. Esses foram os que conquistaram o mundo sem batalharem com ninguém, a não ser para defender o seu mundo. Esses não tiveram pressa a entrar no mundo das outras pessoas, foram autorizadas a entrar, convidadas a permanecer na história.

Houve quem conquista-se o mundo pela força, reconhecidos pelas razões erradas, pelos maus exemplos, pela sua queda infame. Os que conquistaram os mundos por convite, entraram e construiram, desenvolveram algo no mundo de alguém. A força traz a volátil fama que se consome e se perde nas memórias esquecidas de alguns. Os convites trazem a imortalidade do conhecimento vindouro e da descoberta de novos mundos. A paz interior traz-nos essa felicidade.

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publicado por Ogle às 02:06

My twisted mind...

Segunda-feira, 08.11.10

We are all gonna die soon,

like if you'd care,

we have all the signs

so we should be aware.

 

While staring at the moon,

our lifetime so shorte can it be,

but humanity isn't expecting it's doom

while they buy dreams of imortality.

 

So you enjoy life as fast as you can

while childhood is forgoten,

doesn't prepare you to be a man,

as you watch society rotten.

 

They say life is ruff

and you have to stand tal and proud,

but beating us don't always makes us tuff

cause you can't calm the voices that scream so loud

 

The voices of the twisted head of insanity,

as we drive more people into it.

Here is the path of humanity

wen so many eyes are blind to see it.

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publicado por Ogle às 21:01

Assunto pessoal

Segunda-feira, 18.10.10

Queria escrever algo mas só me ocorriam ideias vazias que não tinham nada de mim, apenas pontos de vista de assuntos que não me dizem respeito e nem saberia muito sobre eles. Então vá de pegar numa lista de músicas, papel, caneta e o deambular de palavras que se perdem na imensidão da escrita. Penso que ando vazio, por isso não pode haver algo para deitar cá para fora, não me sinto completo e por isso é difícil algo transbordar de mim quando são coisas que sinto falta...

Tornei isto pessoal, afinal são as minha ideias, mesmo aquelas que não me interessaria partilhar e expor desta forma. Porque sou eu que penso em mim e só eu sei as coisas que vão cá dentro, que dento de mim existem... pelo menos em mim é a mais absoluta verdade, só eu sei o que tenho, ou não tenho, e mesmo que não me dê conta dessas coisas só eu as posso saber. Quando não sei tenho que as exteriorizar de alguma forma que eu a compreenda, só eu preciso de me compreender no meu interior caótico para conseguir estabelecer a minha ordem interior.

Isto agora é pessoal e faço-o por mim, apesar que nunca o fiz por ninguém, apesar de haver pessoas que pensam que digo alguma coisa dirigida a elas que não lhes diria na cara, que nem sequer seja é dirigida a elas, porque o que escrevo não tem a ver com as pessoas. Isto é o meu universo, o meu pequeno mundo, os meus enganadores olhos, os meus sentires, os meus desabafos, os meus gritos de vitória ou mesmo berros de inglória, são as minhas catarses discursivas, as minhas logorreias, as minhas ideias e visões. Apesar de ser exposto publicamente... Isto é um assunto pessoal.

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publicado por Ogle às 02:04

Realidades virtuais

Terça-feira, 14.09.10

Parece-me que cada vez mais, na tentativa de tornar as suas vidas menos anónimas, as pessoas parecem escolher as realidades virtuais como a sua realidade de preferência e/ou até mesmo a sua realidade de referência.

O fenómeno das "comunidades" virtuais onde se adicionam amigos que não passam de uma lista de contactos, que por sua vez possibilitam a transmissão de idéias, opiniões e feitos, de uma maneira fácil e rápida. Nestas comunidades onde cada vez mais servem de desculpa para se entupir com lixo informativo sobre indivíduos que se acham interessantes, partilhando com os outros tudo sobre a sua vida. Actualizam-se estados ao segundo atravez do facilitismo técnológico e perdem o discernimento do que pode ser de interesse comum ou até mesmo interesse partilhado, passando a comentar tudo aquilo que lhes apetece e partilhando tudo aquilo que não interessa a ninguém.

Quero lá eu saber o que comeram ao almoço ou o estado do animal de estimação, interessa a alguém o que o outro faz no escritório ou até mesmo os horários das suas rotinas diárias?! Será que o facilitismo faz perder o discernimento da vida pública e daquilo que deve ser privado? Ou será que na virtualidade tudo se partilha, até mesmo quantas vezes cuidam da sua higiene?! Na ansia de não serem anónimos as pessoas desdobram-se em esforços para que se deiam a conhecer sem fazerem um filtro sobre aquilo que é informação relevante ou simples entulho informativo.

Depois disto começam a aparecer fenómenos como queixarem-se dos comentários que recebem á sua vida dita privada, quando esta aparece escarrapachada num local público, ou simplesmente de receberem comentários de pessoas que até nem lhes dizem muito mas é sempre bonito ter uma listagem enorme de "amigos". Aparecem então revoltosos contra estes comportamentos virtuais aqueles que escolhem passar a maior parte do tempo a falar com as pessoas atravez de um ecrã ao invéz do contacto real com a vida. Poderá quase comparar-se áqueles que vivem atravez dos livros que lêem, mas esses ao menos adquirem algum tipo de conhecimento mesmo que a sua experiência passe sempre por algo que leu em algum sítio.

Na minha consideração estas pessoas não vivem realmente a vida mas escolhem viver numa realidade virtual com uma ilusão que a conseguem controlar á sua escolha, ou pelo menos conseguem escolher a comunidade que mais lhes pareça similar á sua idéia de realidade.

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publicado por Ogle às 14:00

Será?

Sexta-feira, 06.08.10

Será que me lançando de novo em aventuras e desventuras, escritas e deambulações, será que me levará ao caminho que procuro? Será que todas estas distrações, armadilhas do presente e do passado, merecem mesmo a minha atenção? Será que valerá a pena descobrir novos bocados de um interior que se lança na teimosia de não se deixar encher? Encher, preencher, ficar cheio de algo, nem que seja, como tantos outros comuns mortais, ficar cheio dele mesmo...

 

No fundo o que conta não é o destino mas a aventura do caminho, caminho que percorro sozinho apesar da companhia que alguns vão fazendo nos nossos caminhos cruzados. Uns foram ficando pelo caminho, por ocasião, por ocasionalidade, por vontade, por parvoíce, por perder o contacto, por ter muita coisa para contar e não saber por onde começar, por não ter nada para dizer, porque a vida assim o é nos nossos caminhos pela vida. Cada vez que me lembro deles despertam sentimentos presentes e passados, emoções desta minha aventura, por vezes desventura, mas que perdura enquanto eu me conhecer e tiver a possibilidade de me lançar de novo á aventura. Até ter estofo, até ter vontade, até que a vida me deixe dessamarrado de tudo, ou que as amarras não sejam ainda pesadas o suficiente para me arrastarem...

 

Será que me engano? Será que questiono demasiado? Será que renasço de novo? Será que vale a pena partilhar isso?...

 

A procura é sempre interessante, os processos são uma constante, estas vozes que me falam de forma incessante.

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publicado por Ogle às 19:27




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