A paz interior é aquela que nos pode trazer felicidade. Os conflitos que nos são propostos todos os dias são apenas contrariedades de forças que não passam disso mesmo, contrárias. Muitas vezes são invejas, ciúmes, ou apenas incompreensão por pura negligência ou simples ignorância, essas são-nos exteriores mas tentam sempre contra-balançar o que de realmente é importante na nossa jornada. A pressa que nos é imposta leva a que bloqueiem os caminhos da liberdade ao ter pressa a chegar a lado algum. O condicionamento urbano leva a que a maioria siga, sem compreender porquê, acções que apenas ocupam a mente com desejos e rotinas que causam os conflitos interiores.
Todos querem conquistar um mundo e para isso fazem recurso a qualquer possível arma, porque o homem se desenvolve em conflito, então vai de exteriorizar esse conflito diário. Por outro lado o conflito deveria ser interior, apenas com as nossas próprias barreiras. A diferença entre conquistar o mundo e conquistarem o nosso mundo. O nosso mundo pode ser inconquistável, isso se prova nos maiores exemplos de espíritos humanos que assim o foram, inconquistáveis, inquebráveis. Esses foram os que conquistaram o mundo sem batalharem com ninguém, a não ser para defender o seu mundo. Esses não tiveram pressa a entrar no mundo das outras pessoas, foram autorizadas a entrar, convidadas a permanecer na história.
Houve quem conquista-se o mundo pela força, reconhecidos pelas razões erradas, pelos maus exemplos, pela sua queda infame. Os que conquistaram os mundos por convite, entraram e construiram, desenvolveram algo no mundo de alguém. A força traz a volátil fama que se consome e se perde nas memórias esquecidas de alguns. Os convites trazem a imortalidade do conhecimento vindouro e da descoberta de novos mundos. A paz interior traz-nos essa felicidade.
We are all gonna die soon,
like if you'd care,
we have all the signs
so we should be aware.
While staring at the moon,
our lifetime so shorte can it be,
but humanity isn't expecting it's doom
while they buy dreams of imortality.
So you enjoy life as fast as you can
while childhood is forgoten,
doesn't prepare you to be a man,
as you watch society rotten.
They say life is ruff
and you have to stand tal and proud,
but beating us don't always makes us tuff
cause you can't calm the voices that scream so loud
The voices of the twisted head of insanity,
as we drive more people into it.
Here is the path of humanity
wen so many eyes are blind to see it.
Queria escrever algo mas só me ocorriam ideias vazias que não tinham nada de mim, apenas pontos de vista de assuntos que não me dizem respeito e nem saberia muito sobre eles. Então vá de pegar numa lista de músicas, papel, caneta e o deambular de palavras que se perdem na imensidão da escrita. Penso que ando vazio, por isso não pode haver algo para deitar cá para fora, não me sinto completo e por isso é difícil algo transbordar de mim quando são coisas que sinto falta...
Tornei isto pessoal, afinal são as minha ideias, mesmo aquelas que não me interessaria partilhar e expor desta forma. Porque sou eu que penso em mim e só eu sei as coisas que vão cá dentro, que dento de mim existem... pelo menos em mim é a mais absoluta verdade, só eu sei o que tenho, ou não tenho, e mesmo que não me dê conta dessas coisas só eu as posso saber. Quando não sei tenho que as exteriorizar de alguma forma que eu a compreenda, só eu preciso de me compreender no meu interior caótico para conseguir estabelecer a minha ordem interior.
Isto agora é pessoal e faço-o por mim, apesar que nunca o fiz por ninguém, apesar de haver pessoas que pensam que digo alguma coisa dirigida a elas que não lhes diria na cara, que nem sequer seja é dirigida a elas, porque o que escrevo não tem a ver com as pessoas. Isto é o meu universo, o meu pequeno mundo, os meus enganadores olhos, os meus sentires, os meus desabafos, os meus gritos de vitória ou mesmo berros de inglória, são as minhas catarses discursivas, as minhas logorreias, as minhas ideias e visões. Apesar de ser exposto publicamente... Isto é um assunto pessoal.
Parece-me que cada vez mais, na tentativa de tornar as suas vidas menos anónimas, as pessoas parecem escolher as realidades virtuais como a sua realidade de preferência e/ou até mesmo a sua realidade de referência.
O fenómeno das "comunidades" virtuais onde se adicionam amigos que não passam de uma lista de contactos, que por sua vez possibilitam a transmissão de idéias, opiniões e feitos, de uma maneira fácil e rápida. Nestas comunidades onde cada vez mais servem de desculpa para se entupir com lixo informativo sobre indivíduos que se acham interessantes, partilhando com os outros tudo sobre a sua vida. Actualizam-se estados ao segundo atravez do facilitismo técnológico e perdem o discernimento do que pode ser de interesse comum ou até mesmo interesse partilhado, passando a comentar tudo aquilo que lhes apetece e partilhando tudo aquilo que não interessa a ninguém.
Quero lá eu saber o que comeram ao almoço ou o estado do animal de estimação, interessa a alguém o que o outro faz no escritório ou até mesmo os horários das suas rotinas diárias?! Será que o facilitismo faz perder o discernimento da vida pública e daquilo que deve ser privado? Ou será que na virtualidade tudo se partilha, até mesmo quantas vezes cuidam da sua higiene?! Na ansia de não serem anónimos as pessoas desdobram-se em esforços para que se deiam a conhecer sem fazerem um filtro sobre aquilo que é informação relevante ou simples entulho informativo.
Depois disto começam a aparecer fenómenos como queixarem-se dos comentários que recebem á sua vida dita privada, quando esta aparece escarrapachada num local público, ou simplesmente de receberem comentários de pessoas que até nem lhes dizem muito mas é sempre bonito ter uma listagem enorme de "amigos". Aparecem então revoltosos contra estes comportamentos virtuais aqueles que escolhem passar a maior parte do tempo a falar com as pessoas atravez de um ecrã ao invéz do contacto real com a vida. Poderá quase comparar-se áqueles que vivem atravez dos livros que lêem, mas esses ao menos adquirem algum tipo de conhecimento mesmo que a sua experiência passe sempre por algo que leu em algum sítio.
Na minha consideração estas pessoas não vivem realmente a vida mas escolhem viver numa realidade virtual com uma ilusão que a conseguem controlar á sua escolha, ou pelo menos conseguem escolher a comunidade que mais lhes pareça similar á sua idéia de realidade.
Será que me lançando de novo em aventuras e desventuras, escritas e deambulações, será que me levará ao caminho que procuro? Será que todas estas distrações, armadilhas do presente e do passado, merecem mesmo a minha atenção? Será que valerá a pena descobrir novos bocados de um interior que se lança na teimosia de não se deixar encher? Encher, preencher, ficar cheio de algo, nem que seja, como tantos outros comuns mortais, ficar cheio dele mesmo...
No fundo o que conta não é o destino mas a aventura do caminho, caminho que percorro sozinho apesar da companhia que alguns vão fazendo nos nossos caminhos cruzados. Uns foram ficando pelo caminho, por ocasião, por ocasionalidade, por vontade, por parvoíce, por perder o contacto, por ter muita coisa para contar e não saber por onde começar, por não ter nada para dizer, porque a vida assim o é nos nossos caminhos pela vida. Cada vez que me lembro deles despertam sentimentos presentes e passados, emoções desta minha aventura, por vezes desventura, mas que perdura enquanto eu me conhecer e tiver a possibilidade de me lançar de novo á aventura. Até ter estofo, até ter vontade, até que a vida me deixe dessamarrado de tudo, ou que as amarras não sejam ainda pesadas o suficiente para me arrastarem...
Será que me engano? Será que questiono demasiado? Será que renasço de novo? Será que vale a pena partilhar isso?...
A procura é sempre interessante, os processos são uma constante, estas vozes que me falam de forma incessante.
São pequenas concordâncias que dão magia á minha vida, que me deixam feliz por me aperceber delas, por não terem nenhum significado mas que enchem-me de alguma esperança que não seja apenas mais uma fortuitividade do destino. São pormenores de coisas que se passam agora ou que se descobrem nestes momentos que dão todo o sentido a direcções que só me deixam feliz.
São relações de coisas irrelacionáveis mas que me fazem sentir bem comigo próprio e inevitavelmente com tudo o que me rodeia. São detalhes que fazem a vida ter sabor fazendo crer que não só uma catadupla de acontecimentos baseados em acção, reação, acto, consequência... Como eu digo são detalhes que eu vejo com aquele vislumbre delicioso de que existe algo mágico, simplesmente metafísico, que nos une de alguma forma, que nos faz cruzar com determinados pensamentos e pessoas.
São pormenores que dão todo um sentido á vida enchendo-nos daquilo a que chamam fé e esperança, é uma flor que cresce cheia de cor e aroma no meio de um muro de cimento. São pequenos detalhes que se saboreiam em separado ou em conjunto mas que são deveras deliciosos. São detalhes que me fazem sorrir.
A nossa percepção de realidade é facilmente enganada. Basta olharmos para as figuras impossíveis para verificarmos que os nossos sentidos são facilmente enganados ao crer-mos por breves instantes na possibilidade de que o erro não percebido torna aquela imagem uma realidade palpável. Posto isto verificamos que a realidade percebida pelos nossos sentidos ou experiência sensitiva é facilmente alterada, erroneamente, para situações que, mesmo sendo impossíveis, acreditarmos que são uma realidade ou verdade palpável. Assim sendo só sendo dotados de capacidade de análise e discernimento somos aptos a ultrapassar essas armadilhas dos sentidos.
A doutrina do choque real ou percebido é um exemplo de como essas "figuras impossíveis" são usadas para "orientar" as massas, ou até o simples indivíduo, por forma a aceitar incondicionalmente a realidade que querem que se torne perceptível aos nossos olhos. Não basta estarmos informados mas torna-se impreterível dotar todas as pessoas de capacidade de análise e discernimento dessa informação. A massificação da informação só leva a um maior ruído, que por sua vez leva a análises desfasadas da realidade, por entidades menos competentes ao analisarem apenas aquilo que é gritado mais vezes ou mais alto. Até mesmo as estatísticas são alteradas pelos analistas que as efectuam, por vezes directamente no levantamento científico onde a eliminação de certas variáveis em detrimento de outras leva á orientação de resultados pressupostos. Também pode ser apenas o julgamento tendencioso do indivíduo por forma a comprovar a sua realidade percebida, uma vez que ao questionarmos tudo pretendemos comprovação de algo.
Talvez se verifique então que a análise por si só tenha falhas eaí então ela é reforçada pelo discernimento sendo este último o mais difícil de possibilitar e dotar uma vez que o discernimento é o que capacita a escolha ou decisão que precede as nossas acções. Esta capacidade de julgamento e análise das situações é a que nos dota de uma capacidade de escolha com o maior número possível de informação já filtrada e processada pelo próprio discernimento. Mas há que lembrar que o nosso discernimento também pode ser afectado pelas mais variadíssimas coisas, desde as nossas normais funções hormonais, até ás pressões exteriores da nossa vida em comunidade.
Concluímos então que o discernimento e capacidade de análise das situações casuais/ contemporâneas são ferramentas que se têm que usar com todo o cuidado. É algo que tem que ser desenvolvido desde tenra idade o que cria o paradoxo de tentarmos criar a racionalização de pensamentos que poderão não ser passíveis de serem racionais ou tentar transmitir essas ferramentas ao individuo antes deste ter já desenvolvida a capacidade de racionalização. Manter-se informado ou tentar obter o máximo de informação possível não é a totalidade do nosso "armamento" como indivíduos apesar de ser a maior "arma" que temos contra a propaganda dos variados bastiões de poder. A nossa capacidade de análise e discernimento, não sendo afectada, será como as balas que poderão ripostar contra a informação que nos é passada pelos diversos grupos de controlo que tentam limitar a nossa liberdade individual.
Pena que alguns dos teus pontos de conselho e apoio sejam curtos de vista como o seu pequeno mundo, onde a sua curta visão é elevado a um expoente de pura curta diminuta visão iluminada.
Mal sabem que a sua pouca irradiação apenas lhes ilumina os poucos e curtos passos que dão neste grande desconhecido. Quanto mais acharem que podem iluminar o caminho dos outros que os acompanham durante algum periodo da sua vida.
Assim diminui o possível caminho em conjunto por ele ser repleto de silvas, ervas daninhas, as quais se pensam assimilar ás rosas. Ficam apenas na sua curta visão, nos seus espinhos afiados, onde creem que os seus pequenos frutos, lá por serem doces, não se apercebem que são raros. Silvas que se creem rosas sem verem que apenas delas retêm os espinhos e nunca a elas se assimilarão nem em forma, nem em cor, nunca sequer em aroma.
Será melhor que cada momento seja uma eternidade ou a nossa eternidade um breve pequeno momento. Pois que seja a completa ausencia de tempo a cada momento do nosso cruzar de olhos. O entruzar de duas almas intemporais, carinho que se torna em afectos, sentimentos que se escondem por causa dos olhares que nos rodeiam. Seja essa outra das razões para além das nossas próprias dificuldades, relações passadas que toldam o nosso presente, medos de passados que fecham possibilidades futuras.
Será que esse momento se esconde nos nossos olhos? Posso só espreitar dentro dos teus? Deixar-me levar nessa profundidade, quem sabe ver aquilo que não mostras a mais ninguém. Se for assim tão errado sabemos que iremos pelo caminho que nos parecer mais correcto. Se for um erro que o possamos assumir com toda a certeza que foi por nos sentirmos bem durante todo esse grande pequeno momento.
Por vezes penso que os espelhos so refletem a imagem superficial das pessoas sendo isso o que leva as pessoas a pensar que são aquilo que elas pensam sobre sí mesmas. Claro que ninguém olha bem para o seu interior pois sabem que o seu reflexo é senão uma imagem reles da sua condição como pessoa. Digo condição reles porque cada vez mais observo que esta imagem, mesmo sendo um reflexo delas, é recebida com asco mesmo de quem deveria conhecer o seu amâgo. Por isso as pessoas levam com leviendade as suas atitudes para com os outros e detestam quando são elas vitímas do seu reflexo.
Por vezes, por breves momentos, não aguento e sou obrigado a espelhar aquilo que me fazem ver, aquilo que por observação das evidências verifico que é uma constante na personalidade de alguém ou nas suas atitudes. Como as pessoas não se vêm senão superficialmente não se reconhecem e acabo por ser eu aquele que é cruel ao espelhar em mim o reflexo das vossas atitudes para comigo ou para com os outros.
Quando me perguntam, o que raramente o fazem pois não sei se pelo respeito ou pelo simples medo de eu ter razão naquilo que digo, quando me questionam o porquê de determinadas atitudes é uma simples resposta... Eu serei aquilo que tu pensas pois refletes em mim aquilo que tu és e negas o ser ao te deixares absorver pela tua superficialidade. Eu terei para contigo as atitudes que me darás em troca. Cada vez me torno mais cético em relação ás pessoas e me rendo ás evidências de como elas são.
Torno-me então um espelho das más atitudes, as quais eu mil vezes falei ou tentei que se dessem conta, depois disso serei aquilo que voces são e não querem ver. Deixo então de fazer como eu gostaria que fossem para comigo e começo a ser eu o espelho fazendo o contrário acabando por fazer apenas aquilo que me fazem.
. Os meus links
. A arte de dizer merda á tonelada
. Sugar
. Propaganda de uma mente aberta
. O Puto
. Paz...
. Será?
. Detalhes que me fazem sor...
. ...
. A vida são maiores ou men...
. Espelhos
